Dia da Discriminação ZERO - 1 de março
- Filipa Barros Ribeiro

- 1 de mar. de 2023
- 2 min de leitura
“Esta data foi lançada pelo (..) direto executivo da ONUSIDA, Michel SIdibé, a 27 de fevereiro em Pequim” com o intuito de “(…) sensibilizar para salvaguardar os direitos de todas as pessoas, e que estas não podem ser descriminas (…)” (Eurocid,s.d.).
Somos seres em constante evolução, e essa evolução remete para mudanças. Não há evolução sem mudanças. Por isso, e reforçando a ideia, na nossa vida, quer individual ou coletiva, mudamos e somos diferentes ao longo do tempo.
“Temos o direito de ser iguais quando a nossa diferença nos inferioriza; e temos o direito de ser diferentes quando a nossa igualdade nos descaracteriza. Daí a necessidade de uma igualdade que reconheça as diferenças e de uma diferença que não produza, alimente ou reproduza as desigualdades.”
Queremos ser diferentes, mas queremos os mesmos direitos. Muitos dizem que procuram igualdade no meio das diferenças todas. Na realidade procuram equidade e justiça.
Não há mal querer diferenciarmo-nos, mas quanto mais nos diferenciarmos dos outros, mais categorias houver e procurarmos igualdade de direitos numa sociedade estamos a plantar preconceitos e discriminação, que por sua vez levam à solidão e à exclusão social.

“A discriminação consiste numa ação ou omissão que dispense um tratamento diferenciado (inferiorizado) a uma pessoa ou grupo de pessoas.” (APAV, s.d.) As discriminações provêm de pré-conceitos concebidos através da cultura (valores transmitidos de geração em geração, consoante o local), da religião, das regras de bom funcionamento de uma organização ou comunidade, etc.
Existem diferentes tipos de discriminação como a orientação sexual, a identidade de género, as doenças, os défices (“deficiências”), a cultura, a religião, a idade, entre outras.
“A legislação portuguesa considera determinados comportamentos discriminatórios como sendo crimes, e outros como sendo contraordenações, consoante a sua gravidade.” (APAV, s.d)
No que toca à exclusão social, esta pode ser definida como a negação dos seus direitos e deveres como cidadãos. Em contrapartida, a inclusão é o conjunto de ações que garante a participação equitativa de todos na sociedade, independente das suas condições de vida. Para haver inclusão é necessário refletir-se sobre as barreiras, as ideias pré-concebidas, as diferentes vulnerabilidades individuais e humanas e as características da sociedade/local (cultural) que colocam de parte grupos minoritários e, consequentemente, impede que estes têm uma vida digna, se desenvolvam e pratiquem a cidadania.
VAMOS LUTAR CONTRA A DISCRIMINAÇÃO!
VAMOS LUTAR PELA EQUIDADE!




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